Infraestrutura X Candidatos

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O investimento em Infraestrutura é fundamental para a continuidade do desenvolvimento econômico de um País.

No desencontro e teorias de objetivos observados nos programas dos candidatos ao cargo mor da nossa estrutura executiva, emerge uma preocupação incógnita pois, em todos aqueles que estão interessados em acompanhar o desenrolar das campanhas destes candidatos, há uma dedicação concentrada no que estão a entender que tem apelo para sua entronização, o que nos impede conhecer se realmente estes sabem do necessário a adequar nossa infraestrutura para permitir a retomada do desenvolvimento de nosso Brasil.

O investimento em Infraestrutura é fundamental para a continuidade do desenvolvimento econômico de um País. A infraestrutura no Brasil, até algumas décadas atrás, foi desenvolvida quase exclusivamente com investimentos públicos.
As análises mais recentes quanto à competitividade do Brasil, no contexto mundial, apontam alguns temas referidos à infraestrutura que deveriam ser objeto de ações de governo para estrutura-los e saná-los. O Brasil investe em média 2,2% do PIB em infraestrutura. Para recuperar a defasagem e chegar num patamar de eficiência em 2030, será necessário mais de 4% do PIB em investimentos no setor.

A inadequação da infraestrutura é consequente a visão de governo e não de Nação, a ineficiente burocracia, a falta de estruturas adequadas de financiamento, e, ao impacto da legislação ambientalista dispersa. Na inadequação da infraestrutura se destaca o setor elétrico pela sua importância principalmente nos aspectos mais relevantes como: a adequação do atual Modelo do Setor ao momento atual e ao futuro, o excesso de subsídios, preço da energia aos consumidores, abertura do mercado e ao suprimento seguro em atendimento à demanda.

Registre-se que a partir da década de 1990, com as privatizações e parcerias entre os setores público e privado, as grandes empresas nacionais e internacionais investiram em infraestrutura através de contratos de concessão e autorizações. Apesar desta constatação, há uma demanda represada exigindo investimentos, o que é uma grande oportunidade de negócios para investidores nacionais e estrangeiros.

No Setor Elétrico atual Modelo privilegiou a garantia de fornecimento da energia através de leilões que objetivavam a modicidade tarifária para os novos empreendimentos de geração. Os leilões de energia concederam um poderoso mecanismo para a implementação do planejamento do setor.

Infelizmente, reguiados por ditames do governo quanto ao ritmo de entrada de nova capacidade de geração e evolução da estrutura da matriz de energia elétrica, objetivos de sua política para a aceitação eleitoral, foi incentivada uma concentração em fontes renováveis sem a respectiva complementação à sua intermitência, engavetou-se hidroelétricas, e houve o esquecimento das térmicas a gás natural e carvão.

Mas, o que parece ser indiscutível e surpreendente é que, por alguns motivos, perdemos a vantagem comparativa da energia a preços módicos imaginada pelos leilões, considerando que o país hoje ostenta a sexta mais cara tarifa mundial decorrente da elevada carga tributária, encargos e subsídios.

Precisamos atentar para os fatos referidos e vir a exigir dos candidatos uma posição mais clara das ações que terão que ser estruturadas e implantadas para retomada da necessária infraestrutura que além de criar milhões empregos quando as obras sejam executadas poderão diminuir o custo Brasil e melhorando a nossa competitividade.

ARTIGO A ABEL HOLTZ, CONSULTOR.